SFPMEG – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Embu-Guaçu como membro do CAE – Conselho de Alimentação Escolar, encontra situação insalubre em cozinha de Escola

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Na ultima quarta-feira, (20 de fevereiro de 2019), os Conselheiros do CAE – Conselho de Alimentação Escolar e também Diretores Sindicais Srs. André Dorizotti e Maurício Morando, estiveram fiscalizando a Escola Municipal Juvenal Coutinho para verificarem as condições da Cozinha e local onde as crianças se alimentam. Chegando na Escola se depararam com uma cozinha sem as mínimas condições de uso, pois os equipamentos nela estão em estado de decomposição devido a tanta ferrugem, além de um cheiro forte de gás, que segundo a Frente de trabalho que atua na Escola como cozinheira, é devido ao fogão, ser muito velho e não mais vedar o gás como deveria. O botijão de gás se encontra DENTRO da cozinha.

“Chega a embrulhar o estomago, ao ver o fogão sem condições mínimas de uso, repleto de placas de ferrugem se desprendendo e com uma das bocas já caída no fundo do fogão devido ao processo de decomposição pela oxidação  do ferro, sem falar na infiltração no forro da cozinha que está evidente” relata o Diretor de Assuntos Sindicais e Conselheiro do CAE, Sr. André Dorizotti. “Educação não pode limitar-se unicamente a sala de aula. Desconsiderar que a criança precisa que todo o ambiente escolar esteja adequado para sua formação, é conduzir a Rede de Ensino ao sucateamento e retrocesso na Educação Municipal. Tanto a cozinha como a sala de aula, possuem dentro de seus objetivos, papeis fundamentais para a consolidação de uma Educação Pública Municipal de qualidade.” Complementa o Diretor Sindical e Conselheiro Vice Presidente  do CAE.

Segue fotos da Cozinha da Escola Municipal Juvenal Coutinho:

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Os conselheiros relataram que se não bastasse as péssimas condições da cozinha, ao verificarem a água que as crianças bebem, ficaram assustados. A Escola Municipal não possui Rede de água tratada da SABESP e a fonte de água é um poço que encontra-se no fundo da Escola. Ao verificarem o poço notaram não somente a tampa completamente enferrujada com buracos já presentes, mas sem cadeado em sua tampa. Ao abrirem o poço visualizaram ao fundo uma água aparentemente turva e esbranquiçada , sendo essa água  puxada por meio de bomba até a caixa d´água que é servida aos alunos sem filtro.

“Do ponto de vista Educacional é inaceitável ainda encontrarmos Escolas Públicas nessas condições tão arcaicas… Essa realidade vemos nas regiões mais próximas ao norte e nordeste do País, onde a precariedade é alta e a presença do Poder Público é mínima” contesta o Conselheiro do CAE e Diretor Sindical Sr. André Dorizotti. “Mas estamos falando de um município que encontra-se a poucos quilômetros da mais rica cidade do País, e que possui em seu orçamento anual a previsão de mais de R$ 40.000.000,00 (Quarenta milhões de reais) somente para a Educação, sendo inaceitável tal realidade em nosso município”… conclui o Conselheiro do CAE.

Fotos do poço da Escola Municipal Juvenal Coutinho:

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A Gestão da Escola afirmou que constantemente vem sinalizando e pedindo que as devidas regularizações sejam feitas, mas até o dia da fiscalização do CAE nada de efetivo se tinha em mãos para garantir a melhoria das condições insalubres da cozinha. Deixou claro que todos os Servidores da Escola se desdobram dentro da realidade que possuem, para ofertarem uma Educação de Qualidades aos alunos, mas que ficam limitados pois há situações que não dependem deles infelizmente, e que cobram aos superiores hierárquicos as demandas necessárias. O que tem ajudado a Escola é a parceria com a comunidade local que acaba contribuindo muito para a realização de muitas atividades na Escola.  O Diretor da Escola salientou que muitos pais ajudaram na pintura, deixando um ambiente mais agradável e digno para os alunos estudarem.

Diante de todas as irregularidades encontradas na Escola Municipal Juvenal Coutinho foi feito um relatório e encaminhado à Coordenadora Pedagógica e Presidente do CAE,  Sra. Márcia Pombo que deverá tomar as ações cabíveis, denunciando e cobrando a regularização aos responsáveis.

Seguimos…

 

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